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Imperialismo, a expansão colonial sobre a Ásia e a África

1. Eça de Queirós, em Cartas da Inglaterra, afirma que “em toda a parte onde (o inglês) domine e impere, todo o esforço consiste em reduzir as civilizações estranhas ao tipo da sua civilização anglo-saxônica.”
Como os europeus de fins do século XIX e início do século XX justificavam sua prática imperialista?

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Resposta: Os europeus consideravam os povos do além-mar como incivilizados. Os povos considerados atrasados seriam beneficiados pela colonização europeia. Assim, a dominação se revestia de missão civilizadora.

 

2. ”-Será que ouvi bem? - perguntou o professor.
   “-Sem dúvida – respondeu o intérprete.
A partir do momento em que nossas indústrias não conseguem escoar seus produtos, é preciso que uma guerra lhes abra novos mercados. Foi assim que, este ano, tivemos uma guerra do carvão, uma guerra do cobre, uma guerra do algodão. Na Terceira Zelândia, matamos dois terços dos habitantes para obrigar o resto a comprar-nos guarda-chuvas e suspensórios.”
(De A ilha dos pinguins, de Anatole France)
Esta é uma passagem de um texto de ficção, de intenções anticoloniais.
Quais as causas e características da expansão imperialista?

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Resposta: A abertura e ampliação de mercados foi o único fator causador das guerras que marcaram a expansão imperialista europeia e norte-americana na África, na Ásia e na América Latina, fato que o texto reflete, mesmo sendo ficcional.

 

3. O Imperador Guilherme II da Alemanha assim se referiu, em 1901, aos sublevados chineses massacrados por um exército organizado por várias potências:
“Tal como os Hunos, há mil anos, sob comando de Átila, ganharam uma reputação que ainda hoje vive na história, assim também possa o nome da Alemanha tornar-se de tal modo conhecido na China que nenhum chinês ouse novamente olhar com desdém um alemão.” (Kaiser Guilherme II, imperador da Alemanha de 1888 a 1918.)
A partir do texto:
a.Indique o nome da rebelião que se contrapôs à intromissão estrangeira na China em 1900.
b.Discorra sobre o processo histórico que resultou no estabelecimento de “zonas de influência” na China, ao final do século XIX.

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Resposta: A. A rebelião que a questão se refere é a Revolta dos Boxers. B. A China, no século XIX, era comercialmente atrativa para europeus, americanos e japoneses. Além de produzir artigos de alto valor comercial, possuía uma população de, aproximadamente, 400 milhões de habitantes, o que representava um enorme mercado consumidor. Mas, o imperador chinês, da dinastia Manchu, não abria os portos para a importação, limitando-se às atividades de exportação. Depois de várias intervenções militares, as potências imperialistas conseguiram quebrar a resistência chinesa. No final do século XIX, a China foi dividida pelas potências estrangeiras em zonas de influência. A derrota para os ingleses na Guerra do Ópio, em 1841, obrigou a China a abrir cinco dos seus portos ao comércio internacional e a entregar a ilha de Hong Kong. Em 1860, um exército formado por ingleses e franceses ocupou Pequim e forçou os chineses a abrirem mais sete portos para o livre comércio. Ao mesmo tempo, determinou a abertura de embaixadas europeias em território chinês. Uma nova guerra, em 1895, fez a China perder Formosa para o Japão, que contou com o respaldo de outras nações estrangeiras. Em 1900, estoura uma rebelião de caráter nacionalista, a Revolta dos Boxers, com vários assassinatos de estrangeiros. Diante disso, as potências imperialistas organizaram uma força militar supranacional e sufocam a rebelião, além de obrigarem o governo chinês a reconhecer as concessões de territórios feitas anteriormente. Com isso, a China ficou dividida em zonas de influência, onde cada país imperialista dominava e explorava o comércio. A ocupação e a partilha da China fazem parte da ação imperialista das potências industrializadas para conseguir mercados, fontes de matérias-primas e pontos militarmente estratégicos.

 

4. O contexto latino-americano, a partir do século XIX, sofre uma nova forma de dominação: o imperialismo.
Como se desenvolveu o Imperialismo Norte-Americano?

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Resposta: Começou em 1846, guerra contra o México, EUA anexaram quase metade do território vizinho. Em 1898, Guerra Hispano-Americana, EUA conquistou Porto Rico e depois poder de intervenção em Cuba. No Panamá apoiaram a independência para garantir o direito de construir e controlar o Canal do Panamá, que liga o Atlântico ao Pacífico. Século XX, política do "big stick" (grande porrete).

 

5. Qual o objetivo principal e as justificativas para o Tratado de Berlim?

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Resposta: A desavença entre as potências imperialistas crescia, e, para resolver o impasse de quem seria o grande ganhador do centro da África, os países europeus realizaram, em 1884 e 1885, a Conferência de Berlim. No congresso ficou estabelecida uma partilha do território africano.

 

6. Qual a diferença entre o imperialismo mercantilista e o imperialismo capitalista?

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Resposta: No século XVI, as potências europeias, principalmente Portugal e Espanha, fundaram suas colônias de exploração no continente americano. Em termos econômicos, o colonialismo desse período desenvolveu-se dentro do contexto do capitalismo comercial e das práticas mercantilistas. No século XIX surgiu, entre as potências europeias, uma nova corrida em busca de colônias, direcionada basicamente para o continente africano e o asiático. Esse novo colonialismo ou neocolonialismo (também chamado imperialismo0 diferenciava-se essencialmente do anterior, porque em termos econômicos foi impulsionado no contexto do capitalismo industrial e financeiro, que gerou, entre as grandes potências europeias, um clima de competição e de disputas por matérias-primas e por mercados consumidores.

 

7. Quais as consequências da Guerra do Ópio entre China e Inglaterra?

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Resposta: A derrota para os ingleses na Guerra do Ópio, em 1841, obrigou a China a abrir cinco dos seus portos ao comércio internacional e a entregar a ilha de Hong Kong.

 

8. Como desenvolveu-se o Imperialismo Russo?

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Resposta: Por ter a economia basicamente agrária até o século XIX, somente após 1870 a Rússia sentiu necessidade de mercados consumidores e de matéria-prima, dedicando-se às conquistas imperialistas. Lançou-se em direção à Crimeia (região próxima ao mar Negro) e à Índia, mas foi barrada pelas potências europeias, principalmente a Inglaterra. A opção foi voltar-se para a região chinesa da Manchúria, rica em minerais. Porém, aí também os russos depararam com um forte concorrente: o Japão.

 

9. Como se desenvolveu o Imperialismo Japonês?

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Resposta: Assim como a Rússia, o Japão foi, até o século XIX, fechado política e economicamente. As mudanças só começaram durante a Era Meiji, no fim do século, quando houve investimentos em indústrias, acabando com a antiga estrutura feudal de produção. Em guerras contra a China, o Japão conquistou a ilha de Formosa (Taiwan) e a Coreia. Mais tarde, o país entrou em choque com a Rússia pela Manchúria, na Guerra Russo-Japonesa. Apoiados por ingleses e norte-americanos, os japoneses saíram vencedores do conflito em 1905 e tornaram-se a maior potência imperialista do Oriente.

 

10. Com relação ao imperialismo, como podemos explicar a expressão “A Segunda Onda”?

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Resposta: Essa primeira fase do imperialismo terminou com a I Guerra Mundial. Entre 1914 e 1945, o imperialismo se caracterizou pela rápida expansão dos Estados totalitários, como a Alemanha nazista, a Itália fascista, o Japão e a União Soviética (URSS). Após a II Guerra Mundial e o fim dos processos de descolonização da África e da Ásia, o imperialismo assumiu a forma de hegemonia política e econômica, durante a Guerra Fria.
Tancredo Professor . 2017
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