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O Reinado de Pedro II (1840 - 1889).

Em 1840, após muita discussão e debates, foi proclamada antecipadamente a maioridade de Pedro, o neto de Dom João VI e filho de Dom Pedro I. Concedeu-se a anistia a todos os revoltosos, inclusive aos farrapos, que não aceitam e prosseguem na luta. Era a tentativa de conciliação, uma palavra importante no vocabulário político brasileiro a partir de então. O segundo Reinado pode ser caracterizado pela conciliação, que é a arte de deixar tudo como está. Ou melhor: fazer as reformas mínimas para que tudo permaneça sob "controle", sem mudanças radicais. Sobretudo aquelas reformas que afetem o regime de trabalho escravo e a grande propriedade.

O Brasil vivia dentro de um complexo oligárquico-imperial, na esfera de dominação inglesa. A sociedade brasileira era, por sua vez, dominada por uma aristocracia de cunho fortemente escravista. Escravismo que penetra fundo nas instituições e, sobretudo, nas mentalidades. Seus efeitos se fazem sentir até hoje.

Charles Darwin, pai do evolucionismo, aqui esteve e chegou a escrever em seu diário de viagem falando de seu desencanto com os nossos costumes escravocratas, esperando não ter de pisar mais nestas terras.

Mas sempre houve resistências a esse estado de coisas. O século XIX brasileiro foi marcado pela insurreição da Confederação do Equador (1824), a republicanista Guerra dos Farrapos e a brutal Guerra do Paraguai, que chamaram a atenção das consciências mais vivas.

No plano cultural, vieram para cá um sem-número de pintores, negociantes, militares, arquitetos, diplomatas e cientistas, que escreveram crônicas e desenharam gravuras de grande valor para a memória da jovem nação (Rugendas, Debret e tantos mais). No plano econômico, saímos do sistema colonial e tentou-se alguma modernização: é imensa a presença de estrangeiros após a abertura dos portos, em 1808. No plano intelectual, ao longo do século XIX surgem escritores como Gonçalves Dias, José de Alencar, o notável Machado de Assis, Lima Barreto e muitos outros.

Sob a aparente "calma" da vida imperial e dos esforços de conciliação, entretanto, esconde-se a verdadeira fisionomia da "jovem nação independente": a nova oligarquia de fazendeiros do café, gerada pela economia cafeeira no Centro-Sul do Império, mostrará seu poderio. Mas também a sua fraqueza.

 
Questões Propostas
 
1. Na realidade, o que representou a "conciliação"?
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Resposta: É a arte de deixar tudo como está. Ou melhor; fazer as reformas mínimas para que tudo permaneça sob "controle", sem mudanças radicais. sobretudo aquelas reformas que afetem o regime de trabalho escravo e a grande propriedade.

 

2. Como podemos caracterizar a sociedade brasileira no Império?
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Resposta: Dominada por uma aristocracia de cunho fortemente escravista. escravismo que penetra fundo nas instituições e, sobretudo, nas mentalidades.

 

3. Destaque três conflitos ocorridos durante o Império?
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Resposta: Confederação do Equador, Guerra dos Farrapos, Guerra do Paraguai.

 

4. Como podemos caracterizar o Império:
a) no plano cultural.
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Resposta: Vieram para cá um sem-número de pintores, negociantes, militares, arquitetos, diplomatas e cientistas, que escreveram crônicas e desenharam gravuras de grande valor para a memória da jovem nação (Rugendas, Debret).

 

b) no plano econômico.
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Resposta: Saímos do sistema colonial e tentou-se alguma modernização: é imensa a presença de estrangeiros após a abertura dos portos, em 1808.

 

c) no plano intelectual.
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Resposta: Ao longo do século XIX surgem escritores como Gonçalves Dias, José de Alencar, o notável Machado de Assis, Lima Barreto.

 

5. Qual era realmente a "cara" do Brasil independente?
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Resposta: A verdadeira fisionomia da "jovem nação Independente": a nova oligarquia de fazendeiros do café, gerada pela economia cafeeira no Centro-Sul do Império, mostrará seu poderio. Mas tambéms a sua fraqueza.

 

Tancredo

Tancredo Professor . 2019
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