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Escola Normal ganha sede imponente e suntuosa

O prédio definitivo da Escola Normal - atual Instituto Estadual de Educação - na esquina das ruas Espírito Santo e Getúlio Vargas, foi construído onde era a antiga cadeia e integra o setor histórico da Praça Antônio Carlos. O imóvel surgiu numa das fases politicamente mais significativas de Minas Gerais, sendo inaugurado pelo presidente Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, em 14 de agosto de 1930. Ele quis presentear a cidade onde iniciou sua carreira política com uma obra de vulto, suntuosa e expressiva, há muito reivindicada pela comunidade.

O edifício se destaca pelo alto padrão arquitetônico, valorizado pelas pinturas murais e painéis assinados por artistas, tais como H. Repetto, Boscagli, Aragão e Dimas. A obra, um projeto de Lourenço Baeta Neves, foi executada pela Companhia Industrial e Construtora Pantaleone Arcuri e a pintura do prédio focou a cargo o artista Angelo Bigi. Uma parte da construção foi posteriormente demolida para dar passagem à Avenida Presidente Itamar Franco (antiga Independência).

Em 1894, sob a direção de Leônidas Delsi, funcionou na cidade uma "Escola Normal Oficial", no prédio do antigo Mercado Municipal, na Avenida dos Andradas. No início do século, o Palacete Santa Mafalda (edifício dos Grupos Centrais), também abrigou uma Escola Normal. Mas foi em 18 de fevereiro de 1928, pelo decreto 8.245, que se criou a Escola Normal Oficial de Juiz de Fora. Provisoriamente, foi instalada na casa comprada pelo Estado à família Horta Barbosa, também na Rua Espírito Santo, até que sua sede ficasse pronta.

A instituição teve seu nome trocado por três vezes: inicialmente para Colégio Normal Oficial de Juiz de Fora; depois, para Colégio Normal Padre Wilson Valle da Costa, de acordo com a lei 5.131, de dezembro de 1968; e finalmente, para Instituto Estadual de Educação de Juiz de Fora, por determinação da lei 5.306, de 16 de outubro de 1969.

 

 

CADEIA PÚBLICA

 

 

 

Vista panorâmica da cidade de Juiz de Fora em 1893. Ao fundo, a Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas e à direita, em primeiro plano, a antiga cadeia, atual Escola Normal. O prédio da cadeia foi demolido para a construção do prédio definitivo que foi inaugurado em 14 de agosto de 1930. Jornal Tribuna de Minas - Juiz de Fora em dois tempos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CADEIA PÚBLICA É DEMOLIDA PARA DAR LUGAR À ESCOLA NORMAL.

AQUI HOUVE UMA PRISÃO, HOJE HÁ UMA ESCOLA.

Início das obras da Escola Normal Oficial de Juiz de Fora.

Fonte: Foto consultada na Divisão de Patrimônio Cultural de Juiz de Fora (DIPAC). As obras da Escola Normal tiveram início em 23 de julho de 1928 (foto) e sua execução ficou a cargo da Companhia Pantaleone Arcuri, uma importante construtora da época que já havia realizado relevantes obras no município, como os edifícios das Repartições Municipais, o Clube Juiz de Fora, o Banco do Brasil, a Associação Comercial, o colégio Granbery e o Cine Theatro Central entre tantas outras. A iluminação do edifício ficou sob responsabilidade da firma Sangiorgi & Oliveira. A pintura ficou sob encargo do artista Angelo Bigi. A cor predominante na fachada era o cinza e internamente o verde claro e o bege. O prédio foi inaugurado em 14 de agosto de 1930, sendo um dos primeiros edifícios de Juiz de Fora a se beneficiar de elevador.

Após a inauguração ainda foram realizadas as obras do pátio, Jardim de Infância e classes anexas.

Pesquisa: Professor Matheus Teutschbein.

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Tancredo Professor . 2017
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