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OS BURGUESES E AS CIDADES

O modo de vida dos mercadores, responsáveis pelo ressurgimento do comércio, não se baseava na agricultura e na propriedade de terra, mas no comércio e no dinheiro. De maneira geral, utilizava como rotas comerciais terrestres as antigas estradas romanas.
Ao longo das rotas realizavam-se grandes feiras. Nelas, os comerciantes vendiam e compravam mercadorias vindas de todas as partes do mundo.
À medida que o comércio foi se expandindo, foram surgindo cidades exatamente nos locais das feiras. Por razões de segurança, os mercadores procuravam realizar as feiras em lugares próximos a uma zona fortificada, cercada de muralhas, denominada burgo, onde se erguia a catedral, o palácio do bispo e, por vezes, o castelo do senhor das terras.
Com o tempo, prósperos mercadores passaram a se estabelecer nesses povoados. Ali também se instalaram diversas oficinas de artesãos: sapateiros, ourives, ferreiros, oleiros, carpinteiros, etc. Assim, em volta da primeira zona fortificada surgiu um novo núcleo, também cercado de muralhas que foi se tornando mais importante que o primeiro. Os moradores dessa segunda zona fortificada (artesãos e comerciantes) chamavam-se burgueses e passaram a constituir uma nova classe social: a burguesia. Os burgueses eram homens livres, desvinculados do sistema feudal.
A expansão do comércio e o crescimento das cidades trouxeram conflitos. As terras da cidade pertenciam aos senhores feudais que, logicamente, pretendiam arrecadar impostos, criar taxas e serviços e dirigir os tribunais de Justiça, tal como faziam em suas propriedades feudais. Mas os burgueses não estavam dispostos a aceitar isso. Uniram-se em associações chamadas “corporações” ou “ligas”, a fim de conquistar para suas cidades a liberdade necessária à expansão contínua.
As cidades medievais não ofereciam boas condições de conforto e higiene, em virtude de seu crescimento rápido e desordenado. Esse crescimento, porém era limitado pelas muralhas. Ninguém queria morar fora dos muros da cidade, com medo de ser assaltado.
Com o aparecimento das cidades e dos burgueses surgiu um novo ideal de vida. Até então, pensava-se que o homem só podia querer ser um herói ou santo. Para o homem burguês, no entanto, o mais importante era ganhar dinheiro e viver no conforto e até no luxo. Por isso, trabalhava intensamente, procurando aumentar cada vez mais os negócios e os lucros, para enriquecer.

Tancredo Professor . 2017
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