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A GUERRA DE CANUDOS.

Canudos era um lugarejo localizado às margens do Rio Vaza-Barris, no interior da Bahia.
Em Canudos começou a se formar uma pequena comunidade onde tudo era de todos, como a terra, os rebanhos, as casas. Era, enfim, um povoado onde não havia diferenças sociais. Assim, por problemas de miséria, fome e desemprego, muitos sertanejos procuraram Canudos como uma forma de salvação. O lugarejo cresceu rapidamente, chegando a umas 25.000 pessoas.
Uma das grandes atrações do lugar era a figura do beato Antônio Conselheiro, um líder religioso que prometia a salvação a quem seguisse suas ideias religiosas e políticas. O povoado foi acusado de monarquista, comunista e de fanatismo religioso.
As autoridades acharam que deviam combater esse povoado que era contrário à república. Assim, o governo da Bahia mandou soldados para combater os sertanejos, mas os militares foram derrotados. Várias outras expedições militares, a mando do Governo Federal, não conseguiram tomar Canudos.
Mas as lutas foram matando os bravos habitantes de Canudos, que tinham a promessa de Conselheiro de que, aquele que morresse em combate, ganharia o céu.
Por fim, a última expedição conseguiu exterminar, em 1897, todos os restantes combatentes do povoado.
Antônio Conselheiro foi encontrado morto, já enterrado. Foi desenterrado e sua cabeça cortada e levada como troféu para ser mostrada ao público. A História vê as lutas de Canudos como uma vergonha, por causa da chacina desnecessária. Para muitos historiadores, a Campanha de Canudos poderia ter sido evitada com escolas, saúde pública, ajuda econômica e assistência social. Preferiu-se a pior solução, o extermínio pelo fogo das armas de milhares de pessoas.

Fonte: CANTELLE, Bruna R. História Dinâmica. Vol. 2. Pág. 118/119. Ed. IBEP.

 

#SAIBA MAIS

 

- Assista o documentário.

 

Tancredo Professor . 2017
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