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As revoluções liberais

Após a derrota de Napoleão Bonaparte, o Congresso de Viena (1815) tentou restabelecer nos países europeus o Antigo Regime e os privilégios da nobreza e da Igreja, restaurando ainda as fronteiras anteriores às conquistas napoleônicas e combatendo as ideias revolucionárias.

Na França, os Bourbon retomaram o poder, e Luís XVIII (irmão do rei guilhotinado, Luís XVI) foi coroado rei, com poderes moderados por uma monarquia constitucional. Sucedeu-o Carlos X, com pretensões absolutistas e apoiado pela nobreza monarquista. Em 1830, nas eleições para o parlamento, Carlos X alterou as leis eleitorais, estabeleceu a censura e dissolveu o Parlamento; esse golpe absolutista levou-o ao exílio, após uma rebelião popular. Assume o trono Luís Felipe de Orléans com o apoio da alta burguesia, evitando que a Revolução Liberal iniciada pela baixa burguesia e por trabalhadores urbanos exigisse igualdade social. Seu reinado foi marcado pela extinção dos resquícios absolutistas e pela proximidade com a burguesia; por isso, foi chamado de "rei burguês".

As ideias liberais e nacionalistas influenciaram diversos movimentos na Europa. Além da França, ocorreram revoltas populares na Bélgica, que conquistou sua independência da Holanda; em Portugal, que aprovou uma Constituição Liberal (1834); na Polônia, na Espanha e nos Estados italianos e alemães. A Santa Aliança atuou com o objetivo de conter essas revoluções.

Tancredo Professor . 2019
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