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Brasil Colônia: O cotidiano nas cidades e nas minas

Nas vilas das cidades da colônia, a vida era igualmente violenta. Alguns documentos relatam como era perigoso andar de noite pelas ruas das grandes cidades da colônia. Em Salvador, registravam-se alguns milhares de assassinatos por ano. Os roubos eram comuns, sobretudo à noite. Nas regiões onde a principal atividade era a mineração, a violência era ainda maior. Os roubos e assassinatos eram frequentes. Além disso, a ação dos quilombolas atormentava os habitantes das minas. Minas Gerais foi, provavelmente, o lugar onde houve mais quilombos na colônia. A atividade mineradora e a vida urbana facilitavam as fugas.

A vida dos colonos era pacata. Não havia grandes diversões, além da chegada de algum navio da Metrópole, ou da celebração de atividades religiosas. As missas eram a principal recreação da população urbana da colônia. A igreja era também responsável pela divulgação de notícias. Naquela época não havia jornais. As informações eram obtidas através dos padres ou dos funcionários metropolitanos. Não é de estranhar que os colonizadores dedicassem tanta energia e dinheiro à construção de Igrejas. Nos locais mais prósperos, as igrejas eram ricamente decoradas. Além disso, em torno delas se desenvolviam atividades culturais: a música, a escultura, a pintura e a arquitetura da colônia tinham como objetivo louvar o Deus dos europeus e os representantes da coroa portuguesa.

Fonte: História da Civilização - O Brasil Colonial - pág. 135/136

Carlos Guilherme Mota - Adriana Lopez. Ed. Ática.

 

Tancredo Professor . 2019
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