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O Tenentismo

A população explorada e oprimida lutou de diversas formas contra o Governo das oligarquias durante a República Velha. As greves, os movimentos messiânicos (Canudos e Contestado) e as revoltas urbanas são importantes exemplos dessa luta.

O Tenentismo também se formou e se fortaleceu na luta contra os governantes da República Velha. Foi um movimento político-militar, liderado pela jovem oficialidade do Exército, sobretudo tenentes, que buscou chegar ao poder através das armas. Sua justificativa era a intenção de moralizar o País.

Os jovens militares pretendiam acabar com o voto de cabresto, com as eleições fraudulentas e a corrupção eleitoral existentes na época e ainda instituir o voto secreto.

Os tenentes acreditavam ainda que, para "salvar" o País, era preciso moralizar a administração pública, impedindo, por exemplo, o desvio de verbas, que era uma prática comum tanto nos meios civis quanto nos meios militares.

O Tenentismo expressou os anseios e os interesses das camadas médias urbanas, que, na época, também criticavam a corrupção eleitoral e acreditavam, além disso, que o voto secreto permitiria a elas maior participação na vida política do País.

As principais manifestações tenentistas foram: Revolta dos 18 do Forte de Copacabana (RJ-1922), Revoltas de São Paulo e Rio Grande do Sul e a Coluna Prestes (1924-1927).

FONTE: JUNIOR, A. Boulos - História do Brasil - Império e República - Vol. 2 - FTD.

Tancredo Professor . 2019
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