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A política do big stick

Durante a Guerra de Secessão, a demanda por armas, equipamentos militares e meios de transporte impulsionou a indústria. Ao mesmo tempo, ampliou-se o mercado consumidor com a abolição da escravidão, a chegada de imigrantes europeus e a elevação do nível de vida dos colonos beneficiados com o Homestead Act, 1862 (Lei de Propriedade de Terras, que garantia aos colonos um lote de terra).

Em pouco tempo, esse crescimento econômico assumiu proporções gigantescas. No começo do século XX, o industrial Henry Ford introduziu a linha de montagem e a produção em massa de automóveis, estimulando diversos outros ramos da economia. O país se tornava uma potência industrial. Apoiada nesse crescimento, a teoria do Destino Manifesto ganhou novo impulso, embalando sonhos imperialistas. Um dos resultados desse processo foi a política do big stick (grande porrete), do presidente Theodore Roosevelt (1901 - 1909) e segundo a qual os Estados Unidos se reservavam o direito de intervir nos assuntos internos dos países latino-americanos. O big stick tem sido considerado uma continuação da Doutrina Monroe, do presidente James Monroe (1823), e seu lema: "A América para os americanos".

Um exemplo da influência estadunidense na América Latina foi a Emenda Platt à Constituição cubana (1901), que garantia aos Estados Unidos a base militar de Guantánamo em território cubano e o direito de intervir nos assuntos internos da ilha.

Na Colômbia - cujo território compreendia o Panamá -, em 1880, uma empresa francesa começou a construir um canal de ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Com a falência da empresa, o governo estadunidense passou a financiar um grupo rebelde, que declarou a independência do Panamá e entregou aos Estados Unidos o encargo de terminar as obras do canal, inaugurado em 1914.

Na Nicarágua, em 1926, tropas estadunidenses intervieram para sufocar uma revolta liderada por Augusto César Sandino, que lutou até 1934, quando foi assassinado a mando do comandante da Guarda Nacional (e, mais tarde, ditador) Anastácio Somosa, apoiado pelos Estados Unidos.

Tancredo Professor . 2019
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