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A Ditadura Militar

A Queda de João Goulart significou o fim do período democrático e o início da mais longa ditadura de nossa história. Foram 21 anos sob a dominação dos militares, que colocaram no poder cinco generais-presidentes: Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo. Uma página negra na história política brasileira, que revela uma sociedade calada pela força das armas, cassada em seu direito de voto, censurada em todas as suas manifestações. Um período em que o Brasil teve muitos de seus filhos torturados e mortos pela violência dos órgãos de repressão. Em termos econômicos, a ditadura militar adotou um modelo de desenvolvimento dependente, que subordinava o país ao interesse, ao capital e à tecnologia estrangeiros. Foi a época do "milagre brasileiro", em que se gastavam bilhões de dólares em obras faraônicas. Financiava-se o desenvolvimento do país sem atenção ao avanço social do povo. Ao fim da ditadura, o Brasil estava mergulhado numa das maiores crises econômicas e sociais de sua história. As pressões populares exigindo a volta da democracia manifestavam-se com crescente vigor. Veio a abertura política.

 

A instalação do regime militar

Com a deposição de João Goulart, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, ocupou provisoriamente o cargo de Presidente da República. Mas, na realidade, o controle da situação do país encontrava-se nas mãos dos grandes líderes militares.

Em 9 de abril de 1964, foi decretado o Ato Institucional nº 1, que dava ao Executivo, durante seis meses, poderes para cassar mandatos de parlamentares, suspender direitos políticos de quaisquer cidadãos, modificar a Constituição e decretar o estado de sítio sem aprovação do Congresso.

No segundo dia em que vigorava o Ato nº 1, o Congresso Nacional foi reunido e, sob a pressão dos militares, elegeu para a presidência da república o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que assumiu o governo em 15 de abril de 1964.

Durante o governo de Castelo Branco, iniciou-se um período de intensa repressão aos líderes políticos considerados pelos militares inimigos da nova ordem imposta ao País. Em 60 dias, mais de trezentas pessoas tiveram seus mandatos cassados e supensos seus direitos políticos. Entre elas, citam-se três ex-presidentes da república: Juscelino, Jânio e João Goulart.

 

O poder dos generais 

Com o regime militar iniciado em 1964, a nação brasileira assistiu à sucessão, na presidência da república, dos seguintes líderes militares:

. marechal Humberto de Alencar Castelo Branco - abril de 1964 a março de 1967;

. marechal Artur de Costa e Silva - março de 1967 a agosto de 1969;

. Junta Militar composta pelos Chefes das Forças Armadas(Augusto Hamann Rademaker Grunewald, Aurélio Lyra Tavares, Márcio de Souza e Melo), que governou o País por ocasião da doença e posterior morte de Costa e Silva - agosto de 1969 a outubro do mesmo ano;

. general Emílio Garrastazul Médici - novembro de 1969 a março de 1974;

. general Ernesto Geisel - março de 1974 a março de 1979;

. general João Baptista de Oliveira Figueiredo - março de 1979 a março de 1985.

 

 

Tancredo Professor . 2019
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