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O reino núbio

O reino núbio

Ao sul do Egito, no começo do rio Nilo, numa região chamada Núbia (atual Sudão), desenvolveu-se a cultura kush. Seu apogeu se deu por volta de 1700 a.C. A capital era a cidade de Kerma. O povo núbio tinha a pele negra bem escura e recebeu muita influência da cultura egípcia. Mas os túmulos dos seus reis (que chegavam a 90 metros de altura, o que equivale a um prédio de 25 andares) tinham câmaras maiores do que qualquer pirâmide egípcia.

A riqueza de Kerma vinha das abundantes minas de ouro, das peles de animais e do marfim (dente de elefante). Os tesouros núbios provocaram a cobiça dos egípcios, que invadiram o reino por volta de 1500 a.C. Mas, o domínio egípcio não destruiu a cultura kushita. Os aristocratas núbios continuaram ricos, embora pagando impostos ao Estado egípcio. Seus filhos iam estudar no Egito e alguns se tornaram importantes funcionários do faraó.

Por volta de 900 a.C., os núbios voltaram a criar um reino negro autônomo. A capital agora era a cidade de Napata, mais ao sul ainda do que Kerma. Os napatanos, também negros, faziam túmulos em forma de pirâmides e tinham uma escrita com seus próprios hieróglifos.

No século V a.C., a capital desse novo reino kushita foi transferida para Méroe, mais ao sul do que Napata e igualmente ao longo do rio Nilo. A cidade se tornou um centro de rotas comerciais que uniam a África central com os povos do Mediterrâneo. Em Méroe havia um desenvolvido artesanato de ferro apreciado até pelos estrangeiros.

No ano de 715 a.C., o povo kushita invadiu o Egito, derrotou os inimigos e coroou faraó o rei negro Shabaka na capital Tebas. A dinastia kushita no Egito durou 52 anos (dinastia dos faraós negros).

Fonte: SCHMIDT, Mario. Nova História Crítica. 6ª série. SP: Nova Geração, 1999.

 

 

Tancredo Professor . 2019
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