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CIDADÃOS DE ATENAS

Quase todos os cargos públicos eram exercidos em meio expediente. Como vários cidadãos tinham propriedades agrícolas ou oficinas, dispunham assim de tempo livre quando precisassem. Este sistema de governo só funcionava porque a população acreditava que governar o Estado era tão importante quanto as suas atividades privadas. A população menosprezava quem não manifestasse interesse pelos assuntos do Estado. Qualquer indivíduo podia ser conselheiro, juiz ou funcionário público pelo menos uma vez. E mesmo que não fizesse parte do governo, o ateniense participava dele através da Assembleia. Quem de fato governava o Estado era a Assembleia, onde todos os cidadãos se reuniam mensalmente. Todas as pessoas sabiam exatamente como desempenhar cada cargo público, porque todos os cargos eram debatidos em Assembleia. Generais e funcionários públicos não podiam entrar em guerra, aumentar impostos, alterar leis ou gastar o dinheiro público sem o prévio consentimento da Assembleia.

Por volta do século V a.C, todos os cidadãos de cidades-Estado como Atenas tomavam parte no governo. Isto se assemelha a uma moderna democracia. Mas os nossos estados de hoje tornaram-se tão grandes que elegemos representantes para debaterem e votarem por nós. Os atenienses não se limitavam a decidir como governar o seu Estado. Tinham participação efetiva. Todos os anos, cerca de uma quinta parte dos quarenta mil cidadãos homens adultos de Atenas era convocada para exercer as funções de juízes, funcionários públicos e membros do conselho. Cada indivíduo exercia o seu cargo por um ano. Assim, um homem podia ser general num ano e simples soldado no ano seguinte.

CROSHER. J. Os Gregos. São Paulo, Melhoramentos. s/d. p.28.

 

Tancredo Professor . 2017
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