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ESCRAVISMO NA GRÉCIA ANTIGA

Na Grécia Antiga, a escravidão desenvolveu-se sobremaneira nas cidades-Estado mercantis (...).
Foi nas cidades “comerciais” – e principalmente em Atenas – que o escravismo grego alcançou verdadeiro apogeu. Fora as atividades políticas, privilégio dos cidadãos, quase não houve ofício ou ocupação em que não encontrássemos escravos (...)
O escravo urbano ocupava-se nas tarefas de produção domésticas (...). Mesmo as famílias mais pobres esforçavam-se em ter, pelo menos, um escravo.
O cativo constituía importante fonte de renda senhorial. Era hábito a compra de escravos para aluga-los a particulares e ao estado. As grandes obras e as minas eram mercado seguro para esta aplicação. Era igualmente comum conceder uma ampla liberdade de iniciativa e movimento aos escravos sob a obrigação da entrega de uma renda periódica prefixada. (...)
Um escravo urbano podia ser explorado diretamente pelo senhor. A indústria artesanal ateniense, por exemplo, assentava-se solidamente sobre o trabalho escravizado. Nos estaleiros, nas padarias, nas curtições, nas olarias, nas oficinas de móveis, de armas, etc., podíamos encontrar escravos desempenhando-se como artífices ou como trabalhadores braçais. Ao seu lado, labutavam igualmente homens livres assalariados. Não raro, o senhor não só administrava a empresa como intervinha diretamente na produção. O mais humilde artífice lutava para adquirir um cativo para auxiliá-lo.


MAESTRI FILHO, Mário José. O escravismo antigo.
São Paulo: Atual, 1986. P. 23-27.

Tancredo Professor . 2017
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